A apendicite aguda é uma inflamação do apêndice cecal, órgão residual, que se localiza ao final do intestino grosso e tem o formato de um dedo de luva. É um doença bem estudada e os primeiros artigos científicos sobre o tema datam de 1543. A primeira apendicectomia aberta (cirurgia de retirada do apêndice) foi realizada em 1736, em Londres, pelo Dr Amyand. A primeira apendicectomia realizada por videolaparoscopia foi realizada em 1982.

A incidência da apendicite é de  100 casos de apendicite para cada 100 mil pessoas. A estimativa é que 6 a 7% da população mundial terá apendicite, sendo um pouco mais comum em homens (8% dos homens terão apendicite, enquanto 7% das mulheres terão).

A obstrução da luz do apêndice é o gatilho para o início da doença. Fragmentos de fezes são os principais responsáveis por essa obstrução que também pode ser causada por aumento de linfonodos próximos ao apêndice (mais comum em crianças) e até mesmo tumores. A bactérias mais comuns envolvidas na apendicite são: Bacteroides fragilis Escherichia coli.

Os sintomas são de dor em fossa ilíaca direita que pode está acompanhado de febre, náuseas, vômitos e hiporexia.

O diagnóstico pode ser dado apenas pelo exame físico, mas em casos de dúvidas, podemos utilizar tomografia computadorizada de abdome, ultrassonografia e exames laboratoriais.

O tratamento é cirúrgico, que pode ser por videolaparoscopia ou cirurgia aberta.

Vídeos relacionados:

 Apresentação sobre apendicite aguda: https://youtu.be/g7spKdPMGSs

Apendicectomia Videolaparoscopia: https://youtu.be/rnLHRtm_e9Y